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O teto de 50 libras caiu em 1º de janeiro de 1970, quando o ministro das Finanças Roy Jenkins subiu o limite de viagem para 300 libras por pessoa. As contas externas tinham melhorado depois da desvalorização, e o governo trocou o aperto mais impopular por um mais folgado.
O resto da lei ficou. A moeda de investimento seguiu cara, os 25% seguiram valendo e o Banco da Inglaterra seguiu carimbando cada operação. A libra deixou a cotação fixa em junho de 1972 e passou a flutuar, sem que o controle sobre o investidor caísse junto.
O EMPRÉSTIMO DE 1976
Em 1976, com inflação alta e a libra em queda, o governo de James Callaghan, agora primeiro-ministro, pediu ao Fundo Monetário Internacional um empréstimo de 3,9 bilhões de dólares, o maior que o FMI tinha concedido até então. Num país sob socorro, ninguém cogitava soltar o dinheiro do investidor.
A mudança veio do mar. O petróleo do Mar do Norte começou a sair em 1975, e em 1980 o Reino Unido exportava óleo em vez de importar. A libra se firmou, e o argumento central do controle, a falta de dólares, perdeu o chão.
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O controle de câmbio dura enquanto falta dólar; quando o dólar sobra, ele vira só custo.
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23 DE OUTUBRO DE 1979
Margaret Thatcher assumiu em maio de 1979. Em 23 de outubro, o ministro das Finanças Geoffrey Howe anunciou na Câmara dos Comuns o fim de todos os controles de câmbio restantes, com efeito a partir do dia seguinte. A moeda de investimento sumiu, e o ágio virou peça de museu.
Os fundos de pensão britânicos, que por três décadas tinham comprado quase só ativo doméstico, começaram a montar carteiras em Nova York, Tóquio e Frankfurt. O dinheiro represado saiu aos poucos, por escolha de cada gestor, sem fila no banco.
Quem saiu nos primeiros anos ganhou duas vezes. A libra, que valia perto de 2,40 dólares em novembro de 1980, chegou a 1,05 dólar em fevereiro de 1985. O britânico com ação americana viu a carteira subir em dólar e subir mais ainda convertida em libra.
A OPORTUNIDADE ESTÁ NA JANELA
O caso britânico mostra a ordem em que as portas se movem. O controle chega na crise, quando a moeda local já caiu e comprar dólar ficou caro. Ele sai na bonança, quando a moeda local está forte. Quem só tenta diversificar depois do aperto compra no pior preço e com pedágio.
A Argentina repetiu o roteiro. Em outubro de 2019, o Banco Central da República Argentina limitou a compra de dólar a 200 por mês por pessoa, e a trava só foi suspensa para pessoas físicas em abril de 2025. Quem tinha dólar fora antes de 2019 atravessou os seis anos sem depender de cota.
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